Wednesday, April 13, 2005

Europa legítima

Viena foi palco de um congresso que reuniu as principais potências européias. Áustria, Inglaterra, Rússia, Prússia, França, Portugal, Espanha e a Santa Sé enviaram representantes ao congresso para discutir o futuro da Europa após o período napoleônico. Restabelecer governos legítimos e estabelecer a paz no continente, através do equilíbrio de forças e da solução de questões territoriais oriundas das guerras napoleônicas, eram os principais objetivos do congresso.

O representante francês, Talleyrand, defendeu o princípio da legitimidade, alegando que o governo de Napoleão Bonaparte foi ilegítimo e, por isso, um erro. Foi apoiado pela maioria das potências presentes, principalmente pelo czar Alexandre I. Esse, propôs a formação da Santa Aliança, um exército que protegerá a paz, a justiça e a religião. Ao final das negociações, Áustria e Prússia, juntamente com os russos, concordaram em fazer parte dessa aliança.

A proposta inglesa no congresso foi deixar o revanchismo de lado durante as negociações, o que permitiria a melhor maneira de estabelecer o equilíbrio no continente. Entretanto, questões territoriais originaram alguns conflitos entre as potências. França e Santa Sé divergiram sobre as terras pertencentes à Igreja antes de Napoleão subir ao poder. Já a Prússia, que reivindicou territórios na Saxônia e na Polônia, entrou em conflito com os interesses austríacos e russos. Hardenberg, o representante prussiano em Viena, alegou que esses territórios eram, por direito, da Prússia. Sua argumentação baseou-se nos Tratados de Kalish, Teplitz e Chaumont, que garantiam à Prússia sua extensão territorial. Contudo, ao final do congresso, a Prússia apenas conseguiu anexar parte da Polônia e da região do rio Reno, e ameaçou utilizar a força para ter suas reivindicações atendidas.

1 Comments:

Blogger professor said...

Bom trabalho, mas poderia ter reportado de modo mais bem humorado, o modo como a simulação se desenvolveu em sala de aula.

3:56 PM  

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